Empatia com limites?

Tem dias que a gente acorda questionando os próprios comportamentos e sentimentos.

Hoje, para mim, foi um desses dias.

Eu sempre achei que a empatia é um lindo super poder e, honestamente, ainda acho que é, mas depois de alguns bons anos sendo uma empata eu comecei a perceber que, em excesso, ela estava começando a ficar pesada demais.

Acredito que esse é um tipo tóxico de empatia pois colocamos os outros e seus sentimentos sempre em primeiro lugar esquecendo que na nossa vida nós temos é que nos colocar em primeiro.

Toda essa doação parece lida na teoria, mas, na prática, se nós começamos a querer pensar em tudo e em todos ela começa a sugar a nossa energia e podemos até ficar paralisados.

O conceito de empatia pura e em essência, para mim, é o de se colocar no lugar do outro para tentar compreendê-lo da melhor forma possível e eu posso estar muito errada sobre esse conceito e mudar de ideia daqui a algum tempo é claro, mas foi assim que eu aprendi.

E me baseando nessa ideia resumida eu procuro aplicar no meu dia-a-dia a regrinha bem básica de tentar não fazer com outro algo que possa feri-lo de qualquer forma que seja e, algumas vezes, eu falho obviamente.

Após meditar e refletir bastante eu percebi que a minha empatia estava indo além do limite saudável.

E como seria isso? 

Para manter a postura de empata (cujo conceito eu aprendi com a minha família desde pequena que sempre se doa muito pelos outros) e sempre pensar no outro e de como as minhas ações podem impactar as outras pessoas eu estava simplesmente me anulando muitas vezes.

Eu percebi que a empatia pelos outros estava superando e muito a empatia que eu deveria ter por mim mesma. 

Seria esse o conceito de empatia tóxica? Não sei dizer.

O que eu sei é que não me parece justo ter que sacrificar a minha verdade em prol dos outros.

A minha empatia exacerbada pelas outras pessoas me impediu de viver a minha verdade ou de falar o que era preciso ser dito várias e várias vezes.

Então se eu pudesse colocar um alerta sobre o limite da empatia, seria esse:

Verifique se você age pensando sempre no que o outro vai sentir e esquece de agir desse próprio jeito com você mesmo ou se você se coloca no lugar do outro e se anula por não querer que ele seja magoado, mas quem sempre acaba saindo machucado é você.

A empatia é linda em sua essência, mas esse tipo que mais parece com um peso do que com um super poder eu, definitivamente não quero mais.

Eu abro mão desse tipo de empatia, ou seja lá qual nome isso possa ter, que eu fui ensinada a ter para ter o que hoje eu defini pra mim mesma como empatia saudável (para o outro e para mim). 


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