Sobre o Natal que passei dormindo

O dia 24 estranhamente amanheceu um tanto pesado para mim.

Minha energia parecia estar bem baixa e um resfriado leve, mas nesses tempos de pandemia a gente não pode ter nenhum sintoma que já fica com medo… haja controle para não surtar.

Bateu uma vontade só de ficar quieta comigo mesma, com meus pensamentos, com meus sentimentos… e com a saudade da minha mãe que vez ou outra rasga o meu peito.

Não acordei feliz como costumava acordar em todos os anos no dia de Natal.

Eu sou e sempre fui a pessoa que mais ama o Natal na minha família, mas esse ano eu não estava com esse amor desperto.

Acho que esse ano eu lutei tanto para conseguir ser feliz apesar de tantas coisas que aconteceram que no dia de Natal acordei simplesmente cansada.

O peso de não poder abraçar aqueles que eu mais amo no mundo me deixou pra baixo, mais do que eu poderia suportar.

Ninguém conhece conhece o coração de seus filhos melhor do que Deus.

Então, com todo o meu coração e toda a minha humildade eu pedi a Ele duas coisas: paz para o meu espírito e que eu não precisasse fingir que estava bem pra ninguém.

E um verdadeiro milagre aconteceu: eu dormi.

A minha paz foi garantida.

Cerca de quinze minutos depois eu acordei como se nada houvesse acontecido.

Sem resfriado. Sem tristeza. Sem o aperto no peito.

E eu tive a certeza de que Deus me ouviu e agiu para o meu melhor como sempre.


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