Uma velha árvore, os ciclos e os julgamentos

Cada dia que passa vejo o quanto eu realmente amo muito aprender com a natureza.

Quando nós paramos para observar, para contemplar, ela, com sua infinita sabedoria e generosidade, inevitavelmente nos presenteia com uma nova lição.

Algumas semanas atrás eu olhava triste para uma árvore aqui perto da minha casa, ela estava bem seca e quem olhava de fora pensava: dessa desta vez não vai ter jeito, ela vai morrer.

Essa árvore é uma das primeiras coisas que eu vejo todas as manhãs quando vou até a área/lavanderia olhar o céu e agradecer a Deus por estar viva.

Eu acho lindo como ela sempre majestosa não precisa de mais nada para ser quem é pois ela é a única coisa que tem em um terreno grande vazio aqui em frente e vê-la daquele jeito estava me deixando triste e eu já imaginava que ela iria partir.

Os dias foram passando e a velha árvore foi se transformando e como em um passe de mágica lá estava ela linda novamente com suas exuberantes folhas verdes. Talvez mais verdes do que eu jamais tinha visto até hoje.

E em uma dessas lições que a natureza me deu hoje veio uma comparação singela com os ciclos em nos seres humanos.

Mas não com a ideia meio lógica de que nós mudamos de acordo com nossos ciclos assim como ela… arrisco aqui uma análise mais aprofundada sobre dois tipos de julgamentos a respeito dos ciclos, em especial, às etapas consideradas mais críticas.

Um desses julgamentos seria aquele em que nós julgamos os outros olhando só o lado de fora, assim como eu fiz fiz a árvore.

Nós olhamos as “folhas”, o tronco e os galhos secos equivalentes ao exterior (e a nossa visão interpretação daquilo que vemos) mas não temos a menor noção de como estão as raízes, de como essa pessoa é forte por dentro e nem de quantos ciclos ela já venceu.

E essa mesma pessoa nos surpreende. Ela não só vence, mas renasce ainda mais bela, ainda mais sabia e ainda mais forte.

O outro seria o julgamento seria quanto a nós mesmos nessa mesma circunstância, julgando-nos como fracos e vencidos crendo firmemente que dessa vez nos não teríamos como superar uma dor, uma crise, uma perda, uma doença… e tempo depois lá estamos nós mais fortes do que antes.

Quantos de nós nesse momento está se julgando como vencido, sem forças olhando só para as folhas secas que precisam cair e ignorando totalmente as raízes, o que há por baixo do que vemos: o nossa força interior que já nos levantou várias vezes…

É preciso que olhemos mais pras nossas raízes, nossa força vem delas e parece que muitas vezes esquecemos disso.

E seguimos desprezando totalmente a força que carregamos no nosso interior focando somente no externo.

E seguimos desprezando os ciclos que eu já vencemos anteriormente e que atestam a nossa resiliência.

Até quando?

Parece que quanto mais eu me aproximo da natureza, mas eu entendo dela e de mim mesma.

Parece que quanto mais eu me aproximo da natureza, mas eu percebo claramente a presença de Deus nela onde tudo tem seu devido tempo e é feito com maestria.

Deus conhece cada um de nós como conhece tudo que Ele criou.

Deus nos ama e acredito que Ele confia em nosso tempo, nos nossos processos porque Ele pode ver além das folhas, troncos ou galhos… Ele nos vê por inteiro.


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