Escrita e Autoconhecimento: por onde começar?

Hoje temos a chamada escrita terapêutica que nada mais é, pelo que eu entendi, do que expressar o que sentimos livremente no papel e esse tipo de escrita tem propriedades curativas reconhecidas por vários profissionais renomados do meio da saúde mental.

Eu vejo que a escrita livre é benéfica para nossa mente e para o nosso coração pois ela nos conecta com o nosso interior e nos faz colocar pra fora o que guardamos, muitas vezes, a sete chaves.

O hábito de escrever sobre o que sentimos nos leva a descobertas que nos ajudam a nos conhecer muito melhor e a saber como estamos de fato nos sentindo por trás das “máscaras” que muitos de nós acabamos nos vendo obrigados a usar todos os dias.

Eu pessoalmente quando me vejo diante de uma folha em branco me sinto feliz de ter ali uma velha amiga com quem posso contar para desabafar e organizar meus sentimentos e pensamentos. Essa facilidade com a escrita vem desde a infância como já falei aqui no Blog.

Mas eu via, obviamente, que nem todos gostavam de escrever e como Pedagoga, em sala de aula, tive algumas experiências bem interessantes com a escrita e os alunos.

A maioria parecia não gostar de fazer redações ou de falar de si, mas quando se davam uma oportunidade eles mesmos se surpreendiam de como era bom expressar.

Penso que hoje muita gente poderia dar uma chance a escrita porque essa ferramenta é uma grande mina de tesouros e quanto mais escrevemos para nos autoconhecer ou, simplesmente para desabafar, mais descobrimos as grande pedras preciosas que guardamos tanto para ver o que temos de maravilhoso quanto para curar velhas feridas. 

Mas como começar a usar a escrita para o nosso autoconhecimento?

Eu não conheço melhor forma de começar a escrever do que escrevendo por mais óbvio e bobo que isso possa parecer.

Faz muito bem associar a escrita com a leveza de apenas seguir o que a mente o coração vão dizer e tirar da mente essa ideia de que ela só serve para ser avaliada como nas redações da escola e concursos.

O “como se deve escrever” é bem desnecessário aqui. Não precisamos de regras para horários, formatos, quantidade de linhas, tempo e menos ainda de regras ortográficas, ok?

É o básico mesmo: sentar em frente a um caderno, com um lápis e simplesmente escrever tudo o que vier a tona. Pode acreditar em mim que é simples assim mesmo.

É surpreendente como quando começamos a escrever uma lembrança vai puxando outra e mais outra e quando vamos ver temos diante de nós uma riqueza em forma de palavras que nos mostram coisas que guardamos em nós.

Existe um outro exercício mais “fácil” que eu chamo de exercícios guiados com temas mais específicos que podemos utilizar como uma bússola para o nosso caminho de autoconhecimento.

Esses exercícios tem perguntas/temas como em uma redação, mas calma que esses não valem nota e ninguém vai ler além de você. Aliás se não quiser ler, por exemplo, quando for só pra desabafar pode até queimar o papel que tá tudo certo também.

Eu adoro escrever e professora de alma que sou estou finalizando os últimos detalhes de um projeto com exercícios (que eu estou tentando colocar no mundo da internet faz muito tempo, mas o perfeccionismo sempre me travava na hora do visual) que eu espero que ajude pessoas nesse caminho lindo que é a escrita para se conhecer melhor.

Volto logo com o projeto!

Até 💖


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