A gratidão e os Guerreiros

Vez ou outra a gente tem que enfrentar umas tempestades pela vida e eu enfrentei algumas.

Em algumas eu tinha coragem e enfrentei de cabeça erguida, mas houveram algumas que eu fiquei lá parada sem saber o que fazer, pra onde ir.

Eu procuro não ficar lembrando dessas tempestades, mas vez ou outra elas vem. E no começo elas vinham na minha memória pra me trazer um sentimento de tristeza ou de perguntar o porquê de tudo, mas hoje elas sempre vem pra me lembrar da força que eu tenho pra seguir e, também, das pessoas que enfrentaram essas tempestades comigo.

Hoje lembrei de uma frase do livro “O guerreiro da Luz” do Paulo Coelho em que ele fala da gratidão do guerreiro:

“Sua gratidão, porém, não se limita ao mundo espiritual; ele jamais esquece os amigos, porque o sangue deles se misturou ao seu no campo de batalha.”

Paulo Coelho

E eu lembro que quando eu li isso entendi perfeitamente a mensagem porque eu me sinto assim.

Eu ficava com muita raiva das pessoas que passaram pela minha vida e depois foram ficando pelo caminho. Como dói a separação daqueles que amamos, não é?

Mas a verdade é que eu nunca esqueci dos outros guerreiros que lutaram ao meu lado, acho até que eu seria capaz de falar o nome de cada um deles.

Alguns me ensinaram a ser mais atenta e não enxergar só a vida com a lente cor de rosa

Alguns me ensinaram a seguir em frente mesmo com a ferida aberta.

Alguns me ensinaram a impor limites.

Alguns me ensinaram que ficar sentada cultivando a minha dor não me ajuda em nada

Alguns me ensinaram que tem aprendizados que demoram mais, outros menos.

Alguns me ensinaram que a vida precisa ser aproveitada, outros que eu precisava ser mais responsável.

E, sim, alguns são mais especiais porque eles me ensinaram que eu poderia ser eu mesma que eles jamais soltariam a minha mão.

Talvez eu tenha um carinho especial por esses, porque eles não me prometeram nada. Nos meus dias mais ensolarados e nas minhas noites mais escuras eles simplesmente apareciam “como mágica”.

Eu caí algumas vezes e eu me lembro das vozes deles me falando que o chão não era o meu lugar.

Se eu me levantei e hoje continuo caminhando é porque, como disse o querido Coelho, o sangue deles se misturou ao meu nos campos batalha e eu completaria, humildemente aqui, dizendo que é porque nós, também, dividimos o mesmo vinho comemorando as nossas vitórias.

Eu sou grata. Para sempre.

E eu sou muito feliz de saber que cada um deles sabe disso. 💖


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