O óbvio também precisa ser dito

Tem dias que a gente acorda pensando em como seria fácil se as pessoas advinhassem o que nós pensamos, sentimos e queremos, não é?

Como seria fácil pra nós não ter que dizer o óbvio…

Mas tem uma coisa bem importante é que passa despercebida por nós algumas vezes: o óbvio pra nós pode não ser tão óbvio assim para o outro.

Pois é.

Passamos dias e dias das nossas vidas sem falar do que queremos ou é importante pra nós por uma série de fatores como:

  • vergonha de incomodar os outros
  • medo de sermos julgados
  • medo de ouvir um não

E esses fatores também se encaixariam perfeitamente se fossemos falar do que não queremos, ou do que nos incomoda.

Hoje não vamos falar sobre esses medos.

Ah o medo… por que será tanto medo de expor o que nós sentimos?

Vou por aqui uma espécie de metáfora simples que me veio a mente escrevendo esse post.

Vamos fazer um exercício de visualização bem simples?

Ok. Imagine dentro de um ônibus pronto para uma longa viagem.

Uma pessoa chega muito estabanada cheia de bolsas sem nem ver onde estava pisando e se senta ao seu lado. Ela pisa no seu pé, mas ela nem percebe e não tira o pé de cima do seu.

A pessoa não fez por mal, ela não quis te provocar dor.

Mas isso não importa pra você naquele momento pois tudo o que você quer é que ela tire o pé de cima do seu o mais rápido possível.

Se você não disser nada, a viagem vai seguir e você terá de aguentar o peso em cima do seu pé por horas e horas e só vai piorar.

Você tem duas opções:

  • Falar com a pessoa que provavelmente irá se desculpar nesse caso.
  • Ficar com medo de incomodar e aguentar a dor.

Ok. Voltemos pro agora.

Repare se não é assim na nossa vida algumas vezes.

Repare se nós não aceitamos pequenas coisas que nos machucam e não falamos nada por medo de incomodar o outro e vamos nos enganamos com um “ah, isso não foi nada… tá tudo bem”.

Podemos pensar em uma situação mais “leve”:

Imagine que todo domingo você fica com vontade de comer um macarrão e todos sabem que você ama macarrão. Todas as outras pessoas preferem carne assada e é o que vocês sempre comem.

Você, ao invés de sugerir de mudar uma vez ou fazer o seu macarrão, fica lá triste em um canto esperando alguém adivinhar que o que você queria naquele. Pelo menos uma vez… o que custa aos outros?

O macarrão é só um exemplo bem simples, mas se colocarmos outras coisas e situações no lugar dele nos damos conta do quanto vamos deixando passar as nossas vontades por simplesmente não ter coragem de falar.

Para o fim de semana fica aqui uma pergunta como lição de casa:

O que você precisa dizer ao outro e está esperando que ele adivinhe?


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